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Turismo

Igaratá, a Cidade das Águas: da cidade submersa à represa Jaguari

Administrador 29 de julho de 2026 Igaratá 3 visualizações 3 min de leitura
Igaratá, a Cidade das Águas: da cidade submersa à represa Jaguari

Igaratá guarda uma das histórias mais peculiares do Vale do Paraíba: a cidade que existe hoje não é a mesma que existia até a década de 1960. Conhecida como a Cidade das Águas, Igaratá teve seu núcleo urbano original submerso pelas águas da Represa Jaguari e precisou ser reconstruída em um novo local, a poucos quilômetros de distância.

Uma cidade que precisou se mudar

O nome Igaratá vem do tupi-guarani e significa, aproximadamente, caminho das canoas, uma referência à importância das águas na região desde os tempos coloniais. O município foi elevado à categoria de cidade em 1954, mas sua história mudaria poucos anos depois, na década de 1970, com a construção da Represa Jaguari como parte do Sistema Cantareira, criado para abastecer de água a crescente Região Metropolitana de São Paulo.

O represamento das águas do Rio Jaguari resultou no alagamento da cidade original. A chamada Nova Igaratá nasceu oficialmente em 5 de dezembro de 1969, erguida a cerca de três quilômetros do núcleo antigo, em um ponto mais elevado. Todos os moradores da antiga cidade foram transferidos para o novo endereço, e o que restou da Igaratá original ficou submerso, dando origem a relatos folclóricos que, até hoje, comparam o local a uma espécie de Atlântida do interior paulista.

Represa Jaguari: lazer e esportes náuticos

Hoje, a Represa Jaguari é o principal atrativo turístico do município, com mais de 200 quilômetros quadrados de espelho de água. O local é usado para pesca, com espécies como tilápia, tucunaré, corimbatá, lambari e traíra, além de passeios de barco e outros esportes náuticos. A Prainha, área de lazer situada a cerca de 500 metros do centro, é um dos pontos mais procurados por moradores e turistas para aproveitar a represa em dias de calor.

Trilhas e cachoeiras

Para quem prefere terra firme, Igaratá também oferece opções de trilha, como o percurso até o Morro Azul, ponto mais alto do município, com cerca de 360 metros de altitude, que proporciona vista panorâmica da região e da Serra da Mantiqueira. Outra opção mais tranquila é a Cachoeira do Zé Grande, com queda de água de porte pequeno, considerada ideal para passeios em família com crianças.

Turismo religioso

No ponto mais alto da nova cidade está a Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, construída com traços arquitetônicos modernos que contrastam com a arquitetura mais tradicional de outras igrejas matrizes da região, e que se tornou um dos pontos de referência visual de Igaratá.

Entre a história pouco comum de uma cidade reconstruída, o potencial para esportes náuticos e pesca na represa e as trilhas que levam a mirantes e cachoeiras, Igaratá reúne, em um território relativamente pequeno, atrativos que justificam bem o apelido de Cidade das Águas.

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Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.

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