Dengue no Vale do Paraíba: o que fazer antes da temporada de chuvas começar
O período que antecede as chuvas é a janela mais eficiente para reduzir a circulação da dengue. No Vale do Paraíba, o alerta é concreto: a região chegou a 10 mortes por dengue em 2026.
Os números
Em julho de 2026, Taubaté confirmou a décima morte por dengue no município, de uma mulher de 41 anos. Em fevereiro do mesmo ano, a região somava 706 casos e um óbito confirmado no acumulado do período.
Por que agir agora
O período de maior transmissão coincide com a temporada de chuvas, que no Vale e no Litoral Norte se intensifica entre dezembro e março. O mosquito precisa de água parada para completar o ciclo — e os criadouros que produzirão os mosquitos do verão estão sendo formados agora.
Um único recipiente com água limpa parada, do tamanho de uma tampinha, é suficiente para servir de criadouro.
A vistoria que funciona
A rotina eficaz é simples e semanal: virar baldes e vasilhas, lavar bordas de pratos de vasos com escova, manter caixa d água vedada, limpar calhas e lajes, descartar pneus e entulho, e checar bebedouros de animais e ralos externos pouco usados. Escovar a lateral do recipiente importa: os ovos ficam aderidos à parede e resistem meses secos.
A vacina
A Butantan-DV foi registrada pela Anvisa em 8 de dezembro de 2025 e é indicada em dose única para pessoas de 12 a 59 anos. Nos estudos, apresentou 74,7% de proteção contra dengue sintomática e 89% contra formas graves e com sinais de alarme. A previsão oficial era de mais de 30 milhões de doses disponibilizadas pelo SUS até meados de 2026.
Sinais de alarme
Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, tontura ao levantar e queda de pressão exigem atendimento imediato.
Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.
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