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Pico dos Marins e a história da Fábrica Presidente Vargas em Piquete

Administrador 26 de julho de 2026 Piquete 0 visualizações 3 min de leitura
Pico dos Marins e a história da Fábrica Presidente Vargas em Piquete

O nome de Piquete remonta ao século 18, quando um piquete, destacamento militar, foi instalado na região para guardar o Registro de Itajubá, posto fiscal do antigo Caminho do Ouro que ligava Minas Gerais ao litoral paulista. Essa vocação estratégica se transformou de forma definitiva no início do século 20, quando o governo federal decidiu instalar ali uma fábrica de explosivos, mudando o destino econômico do pequeno município.

A Fábrica Presidente Vargas e a produção de pólvora

A instalação da unidade começou em 1902, e a Fábrica de Pólvora sem Fumaça foi inaugurada oficialmente em 15 de março de 1909. Em setembro daquele mesmo ano, o Exército brasileiro recebeu o primeiro lote de pólvora fabricado em território nacional, e em 1911 a fábrica participou da Exposição Internacional de Torino, na Itália, onde recebeu o Grande Prêmio na categoria. O nome da unidade mudou algumas vezes ao longo das décadas seguintes, passando por Fábrica de Piquete até se tornar, em 8 de dezembro de 1942, a Fábrica Getúlio Vargas, hoje conhecida como Fábrica Presidente Vargas, administrada pela indústria de material bélico do Estado.

Ferrovia e patrimônio religioso

Em 1906, pouco depois da instalação da fábrica, foi inaugurada a estação ferroviária de Rodrigues Alves, construída pela Estrada de Ferro Lorena-Benfica e que mais tarde passou a integrar o Ramal de Piquete da Estrada de Ferro Central do Brasil, hoje preservada como patrimônio histórico do município. Outro ponto de referência da cidade é o Santuário de São Miguel Arcanjo, cuja primeira matriz remonta a 1875, antes mesmo da emancipação política de Piquete, e que hoje ocupa um templo de arquitetura moderna erguido nas décadas seguintes, com capacidade para cerca de mil fiéis e status de importante destino de peregrinação regional.

Para quem busca contato com a natureza, o principal desafio é o Pico dos Marins, na divisa entre Piquete, em São Paulo, e Marmelópolis, em Minas Gerais, com 2.420,7 metros de altitude, o que o torna o 26º pico mais alto do Brasil. A travessia soma cerca de 15 quilômetros de trilha, geralmente percorridos em três dias, com trechos considerados difíceis, recomendados apenas para praticantes experientes de montanhismo. A época mais indicada para a subida vai de maio a setembro, período mais seco do ano, quando o tempo costuma ficar mais aberto e a vista alcança tanto o território paulista quanto o mineiro.

Entre a memória industrial ligada à produção de pólvora, o patrimônio ferroviário e religioso e os desafios naturais da Serra da Mantiqueira, Piquete reúne um conjunto de atrativos pouco explorado se comparado a vizinhas mais turísticas, o que também é visto por parte dos visitantes como um diferencial para quem busca um roteiro mais autêntico e menos concorrido na região.

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Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.

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