São Paulo concentra 41 dos 52 casos de sarampo do país; veja quem precisa se vacinar
O Ministério da Saúde emitiu em 8 de outubro um alerta sobre o risco de avanço do sarampo no Brasil, diante do aumento de casos em outros países. Em 2026, o país confirmou 52 casos, dos quais 41 em São Paulo — quase 80% do total. Também houve registros no Rio de Janeiro e no Amazonas.
Todos os casos são importados
Segundo o ministério, os casos confirmados têm origem em viagens ao exterior ou em contato com pessoas que viajaram, e não há transmissão sustentada em território brasileiro. É essa diferença que separa a situação atual de um surto: enquanto a cadeia de transmissão local não se estabelece, o controle depende de vigilância e de cobertura vacinal.
Quem deve se vacinar
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente na rede pública. Crianças recebem a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses registradas na caderneta. De 30 a 59 anos, uma dose é suficiente.
Profissionais de saúde devem ter duas doses, independentemente da idade. Quem pretende viajar ao exterior deve verificar a situação vacinal com antecedência mínima de 15 dias.
Quem não pode tomar
A tríplice viral é uma vacina de vírus atenuado e não deve ser aplicada em gestantes nem em pessoas com imunossupressão grave. Nesses casos, a orientação é procurar a unidade de saúde para avaliação individual.
Sintomas e o que fazer
O sarampo começa com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas que surgem no rosto e se espalham pelo corpo. A doença é altamente transmissível pelo ar. Diante da suspeita, a recomendação é procurar a unidade de saúde evitando contato com outras pessoas e informar, logo na recepção, que há suspeita de sarampo.
Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.
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