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Saque-aniversário do FGTS: quem aderiu não pode sacar o saldo se for demitido

Aline Icassati 30 de outubro de 2026 2 visualizações 2 min de leitura
Cofrinho, calendario e carteira de trabalho sobre mesa com calculadora, imagem meramente ilustrativa

É uma das maiores fontes de frustração no balcão da Caixa em janeiro: o trabalhador é demitido, procura o saldo do FGTS e descobre que não pode sacar. O motivo quase sempre é o mesmo — ele aderiu ao saque-aniversário em algum momento e não sabia o que estava trocando.

Como funciona a troca

Quem opta pelo saque-aniversário passa a retirar, todo ano, uma parte do saldo no mês do próprio aniversário. Em contrapartida, abre mão do saque-rescisão: na demissão sem justa causa, recebe apenas a multa de 40% paga pelo empregador, e não o saldo acumulado na conta.

O dinheiro não some. Ele continua na conta do FGTS, rendendo, mas só fica disponível nas parcelas anuais de aniversário ou nas situações previstas em lei, como compra da casa própria e doenças graves.

Voltar atrás tem carência

O trabalhador pode cancelar a opção pelo aplicativo FGTS, mas o retorno ao saque-rescisão não é imediato: a mudança só produz efeito depois de um período de carência. Quem cancela hoje pensando em uma demissão iminente, em geral, não consegue o saldo a tempo.

As regras de antecipação ficaram mais duras

Desde novembro de 2025 valem limites mais restritos para antecipar parcelas do saque-aniversário junto a bancos: no máximo três parcelas, teto de R$ 1.500 por operação, uma operação por ano e carência de 90 dias entre a adesão e o pedido de antecipação.

O lucro de 2025 já foi creditado

Em julho de 2026 o Conselho Curador aprovou a distribuição de R$ 13 bilhões de lucro do fundo a 138,2 milhões de contas, com crédito concluído em agosto. No extrato, o lançamento aparece como distribuição de resultado do ano-base de 2025.

Antes de assinar

A orientação de quem trabalha com direito do trabalho é avaliar a estabilidade do emprego antes de aderir. Para quem tem vínculo sólido e quer usar o saldo como renda anual, o saque-aniversário faz sentido. Para quem está em setor com rotatividade alta — e o comércio de fim de ano é o exemplo clássico —, a troca costuma sair cara.

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Aline Icassati

Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.

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