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Busca por "morar no Paraguai" dispara após a eleição; veja o que o país realmente exige

Aline Icassati 28 de outubro de 2026 0 visualizações 2 min de leitura
Passaporte brasileiro sobre mapa da America do Sul ao lado de mala de mao, imagem meramente ilustrativa

As buscas por "como morar no Paraguai" dispararam no Google brasileiro na noite de 25 de outubro, logo após a definição do segundo turno da eleição presidencial. Os percentuais que circularam nas redes sociais, porém, não têm metodologia divulgada: os veículos que os publicaram citam o Google Trends sem informar o período de comparação. O Trends mede interesse relativo de busca, não número de pessoas que de fato se mudam.

O movimento real, pelos números oficiais

O dado consistente vem da Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai. No primeiro semestre de 2026, o país recebeu 33.243 pedidos de residência, alta de 62% sobre os 20.567 do mesmo período de 2025. Foram 29.765 autorizações concedidas, aumento de 81%. Desse total, 22.628 foram para brasileiros — o maior grupo, bem à frente dos argentinos, com 2.210.

Em 2025, o país havia concedido 40.600 autorizações, das quais 23.526 a brasileiros, cerca de 58% do total. Em 2024 foram 17.100. O vice-ministro do Rediex, órgão do governo paraguaio, projeta cerca de 100 mil pedidos em 2026, com aproximadamente 70% vindos do Brasil.

O que é exigido

A residência permanente no Paraguai é concedida mediante apresentação de certidão de nascimento ou casamento, certidão de antecedentes criminais do país de origem, atestado médico, comprovação de meios de subsistência e passaporte válido, todos com legalização e tradução juramentada. O processo é feito presencialmente em Assunção.

Existe ainda a residência por investimento, que exige aplicação mínima de US$ 200 mil, em geral em imóveis. Esse é o caminho que tem movimentado o mercado imobiliário paraguaio: uma única incorporadora relatou US$ 26 milhões em vendas até julho de 2026, metade para brasileiros.

O que considerar antes

Residência não é cidadania. A naturalização paraguaia exige, pela legislação local, tempo mínimo de residência efetiva no país. Quem mantém vínculos econômicos no Brasil continua sujeito às obrigações tributárias brasileiras até formalizar a saída definitiva junto à Receita Federal — procedimento próprio, que não acontece automaticamente com a mudança de endereço.

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Aline Icassati

Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.

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