Mamografia no SUS a partir dos 40 anos: como funciona a nova recomendação
O Ministério da Saúde anunciou em 24 de setembro de 2025 a atualização das diretrizes de rastreamento do câncer de mama. A principal mudança envolve a faixa dos 40 aos 49 anos.
O que muda por faixa etária
Para mulheres de 40 a 49 anos, a mamografia passa a ser oferecida de forma individualizada, por decisão compartilhada entre paciente e médico — ou seja, deixa de estar fora da recomendação, mas também não é rastreamento automático.
Para a faixa de 50 a 74 anos, mantém-se o rastreamento bienal. Antes, a recomendação sistemática ia até 69 anos. A partir dos 75 anos, a decisão deve considerar expectativa de vida e comorbidades.
Por que a mudança
Cerca de 23% dos casos de câncer de mama no Brasil ocorrem em mulheres de 40 a 49 anos, proporção que a diretriz anterior não contemplava no rastreamento de rotina. Quase 60% dos casos se concentram entre 50 e 74 anos, o que sustenta a ampliação do limite superior.
Decisão compartilhada significa conversar com o médico sobre histórico familiar, fatores de risco individuais e os benefícios e limitações do exame naquela faixa etária.
A diretriz anterior
Até então, a recomendação era mamografia de rastreamento apenas para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos.
Tratamento
A partir do mesmo anúncio, o SUS passou a incorporar novos medicamentos para câncer de mama, como o trastuzumabe entansina e os inibidores de ciclina abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe.
Sinais de alerta
Rastreamento é para quem não tem sintoma. Qualquer nódulo palpável, alteração na pele ou no mamilo, ou secreção espontânea exige avaliação médica imediata, independentemente da idade e do calendário de exames.
Onde fazer
O encaminhamento é feito pela unidade básica de saúde do município de residência.
Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.
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