A Emparedada, o Corpo Seco e a Procissão dos Mortos: as lendas que Jacareí levou ao palco
Divulgação / Fundação Cultural de Jacarehy
Quatro histórias que circulam há gerações em Jacareí saíram da boca do povo e foram para o palco. O espetáculo "Em Contos de uma Procissão", apresentado na Sala Mário Lago na sexta-feira (30), reuniu teatro, contação de histórias, artes visuais e maquiagem artística para dar corpo ao imaginário da cidade.
As quatro lendas
A Emparedada. É a mais conhecida. Conta a história de Jesuína, que, segundo a tradição oral, foi emparedada viva no casarão que hoje abriga o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, o MAV. O prédio segue de pé, no centro, e é visitável.
A Procissão dos Mortos. Associada à mudança dos cemitérios da cidade — um episódio real de reorganização urbana que a memória popular transformou em cortejo noturno.
A Velha da Janela. A figura que passa o dia observando a vida alheia pela janela e, numa noite, acaba encontrando a procissão.
O Corpo Seco. O personagem rejeitado pelo céu e pelo inferno, condenado a vagar — na versão de Jacareí, pelas várzeas do rio Paraíba. Vale registrar que o Corpo Seco não é exclusivo da cidade: é figura do folclore brasileiro, que ganha contorno local em cada região onde aparece.
Por que isso importa
Lenda urbana costuma ser tratada como curiosidade, mas funciona como registro: a Procissão dos Mortos guarda a memória de uma mudança concreta na cidade, e a Emparedada mantém viva a atenção sobre um casarão que hoje é equipamento público de cultura.
A apresentação teve apoio da Prefeitura de Jacareí, por meio da Fundação Cultural de Jacarehy. A fundação não informou se haverá nova sessão — o RMVale perguntou e publicará a data assim que houver resposta.
Com informações de Fundação Cultural de Jacarehy.
Redatora do RMVale. Cobre os eventos do Vale do Paraíba e do Litoral Norte.
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