CNH sem autoescola: o que mudou de verdade e o que continua obrigatório
As mudanças no processo de habilitação, previstas na Resolução Contran nº 1.020/2025, reorganizaram a formação do condutor. A expressão CNH sem autoescola, porém, precisa de contexto: o que caiu foi a obrigatoriedade de um caminho único, não a exigência de formação e de exames.
O que mudou
A carga horária mínima de aulas práticas para a primeira habilitação caiu de 20 horas para 2 horas. Instrutores autônomos credenciados pelo Detran passaram a poder ministrar a formação prática, além das autoescolas — o que abre concorrência e tende a reduzir preço.
O curso teórico passou a ser gratuito e digital, em plataforma do Ministério dos Transportes, com estudo presencial em instituição credenciada como alternativa.
As provas
A prova teórica passou de 50 para 60 minutos — 120 minutos para candidatos com dislexia, TDAH ou transtorno do espectro autista — e o mínimo de acertos caiu de 21 para 20 das 30 questões. Também foi eliminado o prazo de 12 meses para concluir o processo.
Continuam obrigatórios o exame teórico de conhecimentos e o exame prático de direção veicular — nenhum dos dois foi dispensado.
O impacto no bolso
O governo estima redução de até 80% no custo da CNH, que podia chegar a cerca de R$ 5.000 no modelo anterior. A economia vem principalmente da gratuidade do curso teórico e da redução da carga prática obrigatória.
Duas horas bastam?
A carga mínima é um piso legal, não uma recomendação pedagógica. Quem nunca dirigiu dificilmente chega ao exame prático preparado com duas horas de volante. A flexibilização permite que cada candidato contrate o número de aulas de que realmente precisa — para mais ou para menos.
Onde se informar
Os procedimentos operacionais são definidos por cada Detran estadual, e é no órgão do estado de residência que o candidato deve confirmar etapas, credenciamento de instrutores e agendamento de exames.
Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.
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