Vale abre 2.836 vagas em agosto, mas acumula o pior ano de emprego desde 2020
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte registrou saldo de 2.836 empregos com carteira assinada em agosto, resultado 166% superior ao de julho, mas 4,42% inferior ao do mesmo mês de 2025. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
O acumulado é o ponto de atenção
No acumulado de janeiro a agosto, a região somou 10.435 vagas, resultado de 223.495 admissões contra 213.060 desligamentos. É o menor saldo para o período desde 2020, ano marcado pela paralisação da pandemia. O número mostra que, apesar dos meses positivos isolados, o ritmo de criação de postos vem perdendo força ao longo de 2026.
Quem mais gerou vagas no ano
São José dos Campos lidera, com saldo positivo de 3.792 postos. Em seguida vêm Taubaté, com 3.347, Tremembé, com 1.421, Caçapava, com 767, e Guaratinguetá, com 684. São cidades em que indústria, serviços e administração pública concentram a maior parte dos vínculos formais.
Onde o saldo é negativo
No outro extremo aparecem municípios do Litoral Norte e da região central. Caraguatatuba acumula perda de 878 postos no ano, seguida por Ubatuba, com 687, Jacareí, com 426, São Sebastião, com 329, e Cachoeira Paulista, com 79.
No litoral, o desempenho tem relação direta com a sazonalidade do turismo: boa parte das contratações se concentra na alta temporada e os desligamentos vêm nos meses seguintes. O movimento tende a se inverter a partir de novembro, com a preparação para o verão.
O que observar nos próximos meses
Os dados de setembro, outubro e novembro costumam refletir as contratações temporárias de fim de ano no comércio e nos serviços, que não se sustentam em janeiro. O saldo de dezembro é historicamente negativo em toda a região.
Conteúdo produzido e revisado pela redação do RMVale.
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